Fototipo e história clínica na escolha da tecnologia

Nos procedimentos baseados em energia, a decisão começa no diagnóstico e na avaliação individual. O fototipo influencia a escolha da tecnologia, mas não deve ser interpretado isoladamente.
Mais do que a cor da pele
A classificação de Fitzpatrick descreve sobretudo a resposta à exposição solar: tendência para desenvolver eritema, capacidade de bronzear e sensibilidade à radiação ultravioleta. Não substitui a avaliação da pigmentação atual, da condição da pele e dos fatores individuais de risco.
Nas tecnologias em que a melanina absorve parte da energia, a pigmentação cutânea pode exigir diferenças no comprimento de onda, na fluência, na duração do pulso, no sistema de arrefecimento e no intervalo entre sessões.
A história clínica contextualiza o risco
- Exposição solar recente e tratamentos anteriores.
- Medicação e terapêuticas em curso.
- Tendência para hiperpigmentação ou cicatrização anómala.
- Doenças cutâneas, inflamação ou infeção ativa.
Do diagnóstico ao protocolo
A decisão considera o diagnóstico e o cromóforo-alvo, a profundidade da estrutura a tratar, a pigmentação constitutiva e atual, a resposta clínica pretendida e o risco e tempo de recuperação aceitáveis. Só depois se escolhem o equipamento e o protocolo com a margem de segurança adequada.
A preparação, os parâmetros e o seguimento integram esta avaliação. Quando a história clínica muda, o plano também pode mudar: a tecnologia é uma ferramenta, orientada pelo raciocínio clínico.







