Novas tecnologias: avaliar evidência, segurança e sustentabilidade

Antes de incorporar uma nova tecnologia, a questão central é o problema clínico que resolve e a evidência que sustenta a sua utilização, e não apenas o tempo necessário para rentabilizar o investimento.
Analisar a evidência e a utilidade clínica
- Definir o problema, os doentes a quem se destina e o que acrescenta às alternativas existentes.
- Avaliar o desenho dos estudos, o comparador, a população e a relevância dos resultados.
- Analisar a segurança, as complicações, o seguimento, o financiamento e os conflitos de interesse.
- Considerar os protocolos, a formação, a curva de aprendizagem e a reprodutibilidade entre operadores.
- Verificar a finalidade prevista e os dados posteriores à comercialização.
A proximidade entre a população estudada e os doentes da prática clínica é parte desta avaliação. A marcação CE é necessária para colocar um dispositivo no mercado europeu, mas não demonstra, por si só, superioridade clínica face às alternativas.
Sustentabilidade sem subordinar a indicação
O investimento inicial, os consumíveis, a manutenção, a formação, a capacidade de utilização e a procura real influenciam o retorno. Contudo, a necessidade de rentabilizar um equipamento não pode tornar-se uma razão para tratar.
A adoção exige uma decisão clínica, científica e operacional: definir critérios de seleção, informar sobre a incerteza e acompanhar resultados, complicações e custos. Atualizar a prática não significa seguir todas as tendências, mas reconhecer o valor para o doente e para a atividade clínica.






