O papel do diagnóstico na decisão terapêutica em Medicina Estética

Em Medicina Estética, o procedimento não deve preceder o diagnóstico. A consulta permite compreender o problema, identificar fatores que modificam o risco e a resposta e decidir se existe indicação para intervir.
Compreender o que está a ser tratado
A queixa apresentada e o problema clínico nem sempre coincidem. Os achados clínicos e anatómicos, a etiologia, os fatores associados e as necessidades identificadas pelo médico ajudam a definir um objetivo realisticamente alcançável.
A história clínica, a medicação, os procedimentos anteriores, a anatomia e as características dos tecidos podem mudar o plano. Fatores de risco, contraindicações e expectativas irrealistas também condicionam a decisão.
Da indicação ao plano
Um procedimento tecnicamente possível pode não ser clinicamente adequado. A avaliação permite decidir entre intervir, otimizar primeiro, adiar, referenciar ou não realizar o procedimento.
A técnica é uma consequência da decisão clínica. O plano define objetivos e prioridades, seleciona a abordagem, organiza a sequência e os intervalos, antecipa riscos e limitações e estabelece o acompanhamento. Um plano responsável sustenta a decisão mais adequada, em vez de procurar sempre um tratamento.







