Consulta médica e «avaliação gratuita»: o que importa esclarecer

Uma preocupação estética deve ser compreendida no seu contexto médico e pessoal. A expressão «avaliação gratuita», frequente na comunicação de tratamentos estéticos, nem sempre esclarece o que será realmente realizado.
Ouvir, observar e explicar
A consulta implica conhecer as preocupações e expectativas da pessoa, a história clínica, a medicação, as alergias e os tratamentos anteriores. A observação e o exame abrangem a pele, os tecidos, a anatomia, as proporções, os fatores de risco e as possíveis contraindicações.
É também necessário explicar benefícios, limitações, efeitos secundários, complicações, alternativas, recuperação e acompanhamento. A individualidade de cada pessoa faz parte desta avaliação.
Decisão e responsabilidade clínica
Cabe decidir se existe indicação para tratar, qual a abordagem adequada e se é o momento certo para intervir. O resultado pode ser um plano diferente, um adiamento, uma referenciação ou a decisão de não tratar.
O médico regista a avaliação, fundamenta a indicação, define o plano terapêutico, planeia o acompanhamento e está disponível perante uma intercorrência. Antes de aceitar uma «avaliação gratuita», importa confirmar se haverá uma verdadeira consulta médica e quem assumirá a responsabilidade antes, durante e depois do tratamento.








